Existe uma pergunta que costumo fazer para meus alunos durante as aulas.
Não é sobre desenho.
Não é sobre pintura.
Não é sobre técnica.
Pergunto apenas:
"Quem você acredita que será
artisticamente daqui a um ano?"
Curiosamente, essa pergunta
costuma gerar mais silêncio do que qualquer exercício técnico.
Talvez porque a maioria das
pessoas esteja acostumada a pensar apenas no resultado imediato.
Querem desenhar melhor hoje.
Querem pintar melhor amanhã.
Querem dominar uma técnica na
próxima semana.
Mas o desenvolvimento artístico
raramente acontece dessa forma.
Ao longo dos anos, observando
centenas de alunos, percebi que a evolução artística possui uma característica
interessante: ela é quase invisível no curto prazo, mas impressionante quando
observada ao longo do tempo.
Um aluno faz um exercício.
Depois outro.
Depois mais um.
Nada parece extraordinário.
Mas quando ele compara seu
trabalho atual com o que produzia há doze meses, percebe que se tornou uma
pessoa artisticamente diferente.
O problema é que muitas pessoas
abandonam seus objetivos antes que essa transformação aconteça.
Vivemos em uma época que valoriza
resultados rápidos.
Tudo precisa acontecer
imediatamente.
Se o progresso não aparece em
poucos dias, surge a sensação de fracasso.
Na arte, porém, o processo é
diferente.
A construção de habilidades exige
repetição.
Exige observação.
Exige erros.
Exige correções.
Exige persistência.
E talvez essa seja uma das
maiores lições que a arte pode oferecer.
Não apenas para artistas.
Mas para qualquer pessoa.
Quando uma criança participa de
uma atividade artística, como acontece no projeto AniverArte, ela descobre algo
importante: criar não é sobre perfeição. Criar é sobre experimentar, aprender e
evoluir.
Ao final da atividade, cada
participante leva uma tela para casa. Mas a verdadeira conquista não é a
pintura pronta. É a descoberta de que foi capaz de criar algo que antes parecia
impossível.
Esse princípio continua válido
durante toda a vida.
Os grandes artistas não nasceram
prontos.
Os ilustradores que admiramos.
Os quadrinistas que estudamos.
Os pintores que marcaram a
história.
Todos passaram por períodos de
aprendizado.
Todos produziram trabalhos
imperfeitos.
Todos enfrentaram dúvidas.
A diferença é que continuaram.
Por isso gosto tanto de pensar no
artista que cada aluno poderá ser daqui a um ano.
Não porque eu consiga prever o
futuro.
Mas porque já vi essa
transformação acontecer inúmeras vezes.
Já vi pessoas que diziam não ter
talento desenvolverem trabalhos impressionantes.
Já vi alunos inseguros
encontrarem sua identidade artística.
Já vi iniciantes descobrirem
capacidades que sequer imaginavam possuir.
A arte possui essa característica
extraordinária.
Ela recompensa a constância.
Não a pressa.
Não a ansiedade.
Não a busca por atalhos.
A constância.
Quando alguém prática
regularmente, recebe orientação adequada e mantém o compromisso com o
aprendizado, o crescimento se torna inevitável.
Talvez você esteja lendo este
texto acreditando que ainda não está preparado para começar.
Talvez ache que precisa melhorar
antes de procurar um curso.
Talvez pense que outras pessoas
possuem mais talento.
Mas existe uma questão
importante.
Daqui a um ano, o tempo terá
passado de qualquer maneira.
A única diferença será aquilo que
você decidiu fazer durante esse período.
Você pode chegar ao próximo ano
exatamente onde está hoje.
Ou pode chegar carregando uma
nova bagagem de conhecimento, experiência e desenvolvimento artístico.
A decisão começa agora.
Porque o artista que você será
daqui a um ano está sendo construído pelas escolhas que você faz hoje.
Se você deseja acelerar sua
evolução artística e construir uma base sólida para o futuro, talvez seja o
momento de investir em uma formação estruturada que desenvolva técnica,
criatividade e pensamento visual.
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