quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O que Oda me ensinou sobre ensinar

 


Quando penso em artistas que moldaram a imaginação de gerações, Eiichiro Oda é um dos primeiros nomes que me vem à mente.

Não apenas pelo sucesso comercial — mas pelo que ele representa em termos de consistência criativa.

25 anos desenhando a mesma história.

Página por página, ele não apenas construiu um universo, mas manteve seus leitores — e a si mesmo — conectados a ele.


Como professor, isso me provoca uma pergunta:

🌀 “Quantos dos meus alunos estão realmente preparados para mergulhar fundo no próprio processo criativo?”

É normal que no início tudo seja disperso: o traço inseguro, a narrativa solta, a ideia sem forma. Mas quem escolhe a arte precisa, cedo ou tarde, entender o que Oda entendeu:

👉 Não se trata só de desenhar bem.
👉 Trata-se de manter viva uma visão, mesmo quando o mundo não entende ainda.


Em sala de aula

Vejo muitos alunos ansiosos para resultados rápidos. Eles querem o estilo pronto, o traço limpo, o portfólio bombando.

Mas antes disso vem outra etapa, mais silenciosa:

🎯 A construção da paciência.
🎯 A lapidação do olhar.
🎯 O comprometimento com uma ideia própria.

Oda ficou conhecido por recusar atalhos — ele prefere desenhar tudo à mão, manter o controle da narrativa, revisar roteiros dezenas de vezes. Isso é raro. Mas é valioso.


O erro comum dos alunos?

Achar que desenhar bem já é o suficiente.

Quando eles entendem que arte é constância e narrativa, algo muda. Eles param de correr atrás de “técnica nova” e começam a aprofundar sua linguagem.

É aí que o artista nasce.


E no IADC?

Essa é a base de tudo que ensino.
Seja em HQ, roteiro ou desenho artístico, ensino meus alunos a estruturar uma visão própria — e sustentá-la.

Não como um dever, mas como um ato de amor.


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Ou me chama no WhatsApp, a gente conversa.

E quando tiver dúvidas, lembra do Oda:
🎌 “Eu quero desenhar quadrinhos que façam as pessoas sorrirem. É só isso.”

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