sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Deadpool — linguagem visual, anti-herói e quebra de narrativa nos quadrinhos

Nem todo personagem nasce para obedecer às regras. Alguns surgem justamente para provar que só é possível quebrá-las quando se conhece profundamente a linguagem.

Deadpool é um desses casos.

Quando Deadpool aparece nos anos 1990 (fevereiro de 1991 - "The New Mutants" #98, pela Marvel Comics), os quadrinhos já estavam saturados de heróis poderosos e narrativas previsíveis.

O diferencial não estava apenas no humor, mas na consciência de que aquele personagem sabia que estava dentro de uma história.

Isso muda tudo.


Em sala, vejo muitos alunos querendo “criar algo diferente”, mas sem entender a estrutura da narrativa. Deadpool funciona porque sua quebra de lógica é intencional, não acidental.

Ele é caótico na superfície, mas extremamente organizado na construção.


O erro comum dos alunos

O erro mais comum é confundir irreverência com falta de estrutura. Sem domínio da linguagem, a tentativa de subversão vira ruído.

Deadpool ensina que a transgressão só comunica quando existe base.


O que muda quando aprendem

Quando o aluno entende isso, passa a criar personagens com intenção. Humor, exagero e metalinguagem deixam de ser truques e passam a ser ferramentas narrativas.


Ligação discreta com o IADC

No IADC, ensinamos exatamente isso: primeira linguagem, depois estilo. A liberdade criativa nasce do entendimento profundo da narrativa visual.


Se você quer criar personagens marcantes, talvez o próximo passo não seja desenhar mais — mas entender melhor como se conta uma história.

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