sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Ennis e Morrison: dois extremos, a mesma coragem

Nem todo quadrinho quer ser confortável.

E talvez o maior erro de quem começa seja acreditar que arte precisa agradar.

Garth Ennis e Grant Morrison provam exatamente o contrário.

Do choque ao pensamento

Ennis escreve como quem esfrega a realidade no leitor. Violência, ironia, desconforto. Nada ali é gratuito — é uma forma de obrigar quem lê a encarar o que normalmente prefere ignorar.
Morrison, em outro extremo, escreve como quem convida o leitor a pensar. Seus roteiros não se explicam de imediato. Eles pedem tempo, releitura, maturidade.

O que vejo em sala de aula

Muitos alunos perguntam:
“Professor, qual deles é melhor?”

Essa pergunta revela mais insegurança do que curiosidade.

Porque o aprendizado não está em escolher um lado, mas em entender por que eles funcionam.

O erro comum

Achar que estilo é estética.
Não é.

Estilo é visão de mundo.


Quando a chave vira

Quando o aluno entende isso, ele para de imitar e começa a construir. Percebe que pode ser direto ou simbólico, cru ou poético — desde que seja honesto com o que quer dizer.

Ligação com o IADC

No ensino, eu sempre defendo isso: técnica não serve para padronizar, mas para libertar. A linguagem dos quadrinhos é ampla demais para caber em uma fórmula.

Se você sente que ainda está procurando sua própria voz artística, talvez esteja no caminho certo.

Conheça o Instituto, converse comigo ou venha estudar com a gente.

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