E talvez o maior erro de quem começa seja acreditar que arte precisa agradar.
Garth Ennis e Grant Morrison provam exatamente o contrário.
Do choque ao pensamento
Ennis escreve como quem esfrega a realidade no leitor.
Violência, ironia, desconforto. Nada ali é gratuito — é uma forma de obrigar
quem lê a encarar o que normalmente prefere ignorar.
Morrison, em outro extremo, escreve como quem convida o leitor a pensar. Seus
roteiros não se explicam de imediato. Eles pedem tempo, releitura, maturidade.
O que vejo em sala de aula
Muitos alunos perguntam:
“Professor, qual deles é melhor?”
Essa pergunta revela mais insegurança do que curiosidade.
Porque o aprendizado não está em escolher um lado, mas em
entender por que eles funcionam.
O erro comum
Achar que estilo é estética.
Não é.
Estilo é visão de mundo.
Quando a chave vira
Quando o aluno entende isso, ele para de imitar e começa a
construir. Percebe que pode ser direto ou simbólico, cru ou poético — desde que
seja honesto com o que quer dizer.
Ligação com o IADC
No ensino, eu sempre defendo isso: técnica não serve para padronizar, mas para libertar. A linguagem dos quadrinhos é ampla demais para caber em uma fórmula.
Se você sente que ainda está procurando sua própria voz
artística, talvez esteja no caminho certo.
Conheça o Instituto, converse comigo ou venha estudar com a gente.


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