Existe um momento na trajetória de todo artista em que surge a tentação de pular etapas.
Estilo antes de base.
Alex Ross, John Romita e Robert E. Howard ensinam exatamente
o contrário.
A tradição não é um peso
Howard criou mundos inteiros apenas com palavras, estrutura
e imaginação disciplinada. Romita transformou personagens em ícones universais
porque entendia forma, leitura e emoção. Ross prova que técnica clássica não
limita — ela amplia.
Nada aqui é improviso.
O que vejo em sala de aula
Muitos alunos querem “achar seu estilo” rapidamente.
Mas ainda não construíram vocabulário visual suficiente para isso. Falta base, não talento.
O erro comum
Confundir liberdade criativa com ausência de estrutura.
Quando a chave vira
Quando o aluno entende que estudar fundamentos não o prende
— o liberta — tudo muda. O desenho ganha segurança. A narrativa ganha clareza.
A criação ganha profundidade.
Ligação com o IADC
É por isso que no Instituto o ensino começa pela base: desenho, observação, narrativa e repertório.
Não para formar copiadores, mas artistas conscientes.
Se você sente que sua arte ainda não se sustenta como gostaria, talvez não falte inspiração — falte estrutura.



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