Nem todo artista quer agradar.
Alguns querem dizer algo — mesmo que isso incomode.
Frank Miller é um desses.
Quando a linguagem vira atitude
O que Miller fez não foi apenas desenhar diferente. Ele assumiu
uma visão. Escuridão, silêncio, contrastes extremos, personagens quebrados.
Nada ali pede aprovação.
O que vejo em sala de aula
Frank Miller ensina o oposto: o problema quase nunca é
exagerar — é não decidir.
O erro comum
Estilo nasce de escolhas conscientes repetidas ao longo do
tempo.
Quando a chave vira
Quando o aluno entende que precisa assumir o que quer dizer
— e não apenas como quer desenhar — o trabalho ganha força. A narrativa se
sustenta. O traço passa a ter intenção.
Ligação com o IADC
No ensino, sempre reforço isso: técnica serve para sustentar a visão do artista. Sem base, a ousadia desmorona. Com base, ela se torna linguagem.

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